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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Lançamento de esgoto mata peixes na Praia Grande em Ubatuba


Imagem divulgada pelos pescadores de Ubatuba (Foto: Divulgação/Pescadores)
Imagem divulgada pelos pescadores de Ubatuba(Foto: Divulgação/Pescadores)
UBATUBA: De acordo com a polícia, o esgoto lançado é particular. Pescadores reclamam da falta da fiscalização na região da praia Grande.
Um lançamento de esgoto tem matado os peixes de um rio que deságua na praia Grande, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. O problema foi denunciado à polícia por moradores da região na quarta-feira dia 3.
A irregularidade atinge o rio formado por dois córregos - o Acaraú, que deságua na praia do Itaguá, no centro da cidade, e outro sem denominação que escoa na praia Grande. De acordo com a polícia, o esgoto lançado é particular.
"Não podemos pescar neste local, mas a polícia permitie que seja poluído", afirmou um pescador que não quis ter o nome divulgado. Segundo ele, pelo menos 30  tilápias estavam mortos à margem do córrego na última quarta.
A Polícia Militar Ambiental de Ubatuba informou que aguarda um laudo da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) para tomar as providências necessárias para resolver o problema. De acordo com a polícia, a fiscalização da pesca é para proteção dos pescadores locais diante das grandes empresas de pesca.
“Não temos técnicos para fazer a análise da água e definir qual é o problema. Só depois desse laudo que deve ser emitido pela Cetesb é que podemos adotar alguma providência”, afirmou o policial ambiental, Edson Marcelo.
Fonte: G1 Vale do Paraíba e região

sexta-feira, 25 de maio de 2012

12% da população brasileira vive em área com esgoto a céu aberto

Foto: Estadão
BRASIL: Pelo menos 18,5 milhões de pessoas - quase a população de Minas Gerais - vivem em áreas urbanas com esgoto a céu aberto diante de suas moradias. Elas representam 12% da população pesquisada pelo IBGE no levantamento sobre o entorno dos domicílios. Os números do Censo 2010 mostram que 11% das moradias em áreas urbanas estão próximas a valas ou córregos onde o esgoto domiciliar é despejado diretamente. São 5,1 milhões de residências.
Um quarto (24,9%) dos domicílios pobres, com renda per capita mensal de até um quarto do salário mínimo, está diante de esgoto a céu aberto, proporção de cai para apenas 3,8% nas moradias com renda superior a dois salários mínimos por pessoa. Um terço (32,2%) das moradias da Região Norte tem esgoto a céu aberto no entorno. A menor proporção, de 2,9%, está no Centro-Oeste.
Os resultados seriam ainda piores se o levantamento incluísse todos os domicílios de favelas, mas a pesquisa excluiu as 'áreas sem ordenamento urbano regular', equivalente à maior parte do território das favelas. Segundo o IBGE, foram analisados apenas os domicílios que estão em quadras ou quarteirões.
Os recenseadores encontraram 2,3 milhões de domicílios (5% do total), onde vivem 8 milhões de pessoas, com lixo acumulado na parte externa, na data da coleta de dados.
Iluminação e pavimentação
A iluminação pública é o item com melhores resultados e está no entorno de 96,3% dos domicílios. Pavimentação chega a 81,7% das residências, ou seja, quase 20% dos domicílios urbanos brasileiros estão em ruas sem asfalto, paralelepípedo ou outro tipo de pavimentação.
Entre os itens pesquisados, o que teve pior resultado foi a acessibilidade de pessoas que usam cadeiras de rodas. Apenas 4,7% dos domicílios urbanos têm rampa na quadra onde estão localizados. No entorno dos domicílios pobres, de renda de até um quarto do salário mínimo per capita, a proporção é de apenas 1% e chega a 12% nos domicílios com mais de 2 salários mínimos per capita da renda. No Norte e no Nordeste, são apenas 1,6% de residências com rampa para cadeirantes no quarteirão. No Sul e Centro-Oeste, são 7,8%.
Fonte: Estadão